Vou com certeza colocar a biblioteca nacional na minha lista de lugares para visitar em Paris na minha próxima viagem. Ficou sensacional! Acompanhe o post.

O prédio que fica na Richelieu, número 58, em Paris, é o berço histórico da Biblioteca Nacional da França e acaba de ser reaberto ao público. O edifício passou por anos de obras em busca de melhorias e renovações que o adaptassem às exigências do século XXI.

As obras são comandadas desde 2011 pelos arquitetos Bruno Gaudin e Virginie Brégal e só serão 100% concluídas em 2020, já que, para manter a biblioteca parcialmente aberta, o projeto foi dividido em duas fases.

Hoje o complexo abriga salas de leitura, incluindo nada mais, nada menos do que a icônica sala “Labrouste”, obra prima do arquiteto Henri Labrouste, e coleções de manuscritos, mapas, moedas, medalhas e antiguidades – além do escritório de artes cênicas e da biblioteca nacional de artes francesa.

Para definir como seriam feitas as intervenções, bem como a restauração, os arquitetos realizaram uma série de estudos históricos e estruturais até que fosse possível chegar em acordo sobre o estilo que seria adotado para estabelecer diálogos entre arquitetura do local e  história que ele abriga.

Entre as muitas mudanças feitas, a primeira foi a reorganização do fluxo de visitantes. Uma nova distribuição, orientada do norte para o sul e do leste para o oeste, foi pensada para facilitar o acesso às coleções. Também foram feitas escadas e instalados elevadores nas áreas intermediárias, para não perturbar a unidade da construção e uma passarela de vidro que liga por fora alguns dos ambientes.

O acervo central também passou por alterações. Grande exemplo das adaptações, nem sempre muito planejadas,  que foram sendo feitas  com o passar do tempo, a área teve seu primeiro piso construído em 1868. Já em 1936 e 1938 foram feitos dois níveis subterrâneos e em 1959 estes três andares se uniram aos cinco pisos superiores.

Nesta área, Bruno Gaudin começou o processo de renovação retirando parte das modificações – incluindo elevadores e revestimento – o que permitiu expor, por exemplo, os metais colocados na estrutura na década de 30 e 50. A partir daí, materiais contemporâneos, como alumínio, aço e LED, foram usados para, através do contraste, destacar a história do acervo.

A “salle labrouste”, considerada um patrimônio histórico da França, ganhou atenção especial e foi renovada com o auxílio de Jean François Lagneau, arquiteto-chefe do Conselho internacional de Monumento Históricos. Neste caso, o maior desafio foi restaurar as cores vibrantes originais da imponente sala capaz de abrigar cerca de 400 assentos.

Segundo o site da instituição, as coleções da Biblioteca Nacional Francesa incluem cerca de 14 milhões de livros e revistas, além de manuscritos, gravuras, fotografias, mapas, partituras e assim por diante. Estima-se  ainda que mais de um milhão de visitantes descobrem a biblioteca a cada ano.

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